Mostrando postagens com marcador Meus Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Meus Artigos. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de setembro de 2010

A verdade que completa a sua!


“A lei de ouro do comportamento é a tolerância mútua, já que nunca pensaremos todos da mesma maneira, já que nunca veremos senão uma parte da verdade e sob ângulos diversos.” (Mahatma Gandhi)


Recentemente tenho observado “um mundo de intolerância” ao meu redor. Tenho visto cada vez mais agressividade nas palavras, irritação, desrespeito e impaciencia no jeito das pessoas se tratarem.

Tenho pensado muito a respeito disso. E fico me perguntando se desaprendemos a tolerar...

A tolerância, é o termo que define o nosso grau de disposição para admitir nos outros uma maneira de ser e de proceder diferente da nossa. É compreender que duas pessoas podem discordar sobre o mesmo assunto, e ainda assim terem razão.

Em um de seus livros Stephen Covey conta uma história que aconteceu com ele numa manhã de domingo no metrô de Nova York.

“As pessoas estavam calmente sentadas, lendo jornais, divagando (...) Subitamente, um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam bagunça e se comportavam mal, e o clima mudou instantaneamente. O homem sentou-se ao meu lado ignorando a situação. Enquanto isso as crianças corriam de um lado para o outro, atirando objetos e puxando os jornais dos passageiros, incomodando a todos. Mesmo assim o homem a meu lado não fazia nada.

Ficou impossível evitar a irritação. Eu não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito.(...)

A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, virei para ele e disse:

- Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito nele? – o homem olhou para mim como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente:

- Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer algo. Mas é que acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora. Eu não sei o que pensar e parece que eles também não sabem como lidar com isso.

Podem imaginar o que senti naquele momento? Meu paradigma mudou. De repente, vi as coisas de um modo diferente, e como eu estava vendo as coisas de outro modo, eu pensava sentia e agia de um jeito diferente.

(...) Tudo naquele momento mudou.”


E mudou porque a intolerância é diretamente proporcional ao nosso grau de desconhecimento do outro. E quando conseguimos reconhecer o mundo através dessa ótica, a tolerância vira um exercício natural.

Porque a tolerância é a arte de se relacionar com o outro. É a compreensão maior de que nenhuma verdade é absoluta. E que ninguém é capaz de enxergar sozinho a realidade completa. Pois, “o que vemos depende de onde estamos” e para vermos o quadro completo precisamos enxergar além de nós mesmos.

Por isso, antes de brigar com alguém no trânsito, de reclamar da atitude de um gerente, da postura de um funcionário, ou até mesmo antes de retribuir uma ofensa, tente reconhecer a verdade que completa a sua, e compreender a realidade por trás do comportamento.

Tem gente que acha que a tolerância é a virtude dos fracos e daqueles que não tem convicção. Mas eu discordo. Até mesmo porque, só aqueles que tem muita certeza de seus valores são capazes de questioná-los. E não se engane. Tolerar não é concordar. Tolerar é respeitar. E muitas vezes isso pode significar, em respeitosamente, concordar em discordar.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Minha teoria sobre a teoria do caos.


Quando eu tinha 15 anos eu fiz o intercâmbio para os Eua. Lá, ouvi a seguinte história:

Um certo dia uma mãe solteira e seu filho tomavam café da manhã, quando o menino quebrou uma tigela. Normalmente ela brigaria com ele, mas naquele dia ela simplesmente abraçou-o e disse para que no futuro tivesse mais cuidado. O menino ficou tão feliz e surpreso que o seu humor mudou completamente. No caminho para a escola viu que uma senhora havia derrubado sua bolsa e correu para ajudá-la. A senhora ficou tão encantada com a educação do menino que naquele dia, deu uma gorjeta generosa a garçonete que a atendeu no restaurante. A garçonete, ao sair do trabalho, sentiu-se culpada ao ver um mendigo, e como tinha um trocado a mais na mão, decidiu repartir. O mendigo que não comia bem havia semanas, pode fazer uma refeição decente naquele dia. Normalmente ele estaria dormindo - quase inconsciênte de fome. Mas naquela noite ele estava desperto. Desperto o suficiente para perceber que uma casa estava pegando fogo. Se não fosse por esse mendigo, todos na casa teriam morrido. A casa do menino do começo da história.

....

Você já parou para pensar no impacto que você, isoladamente, é capaz de causar no mundo? E na sua própria vida? Eu penso nisso o tempo todo.

Já não bastassem todas as muitas coisas que me fazem ser estranha, essa é mais uma para a minha infindável listinha: a obsessão pela teoria do caos.

Resumidamente a teoria do Caos explica que uma pequena mudança no início de um evento qualquer, pode trazer conseqüências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro.

É como se o bater das asas de uma borboleta aqui fosse capaz de causar, tempos depois, um tornado em outra parte do mundo. Ou seja, uma ação realizada por você ou qualquer outra pessoa hoje, poderá gerar um acontecimento de natureza e proporções inimagináveis amanhã.

Essa teoria traz uma lição valiosa para humanidade: o poder das pequenas ações. E se vocês pararem para pensar no enorme impacto que pequenas coisas podem gerar, vai chegar a conclusão de que não existem coisas pequenas.

Uma palavra que dizemos, um gesto, um ato de carinho ou de agressão pode gerar uma reação em cadeia capaz de mudar tudo. Capaz de mudar o mundo. Somos responsáveis por coisas em nossa vida, e na vida dos outros que sequer podemos imaginar e jamais poderemos mapear.

Imagine se na história contada, o mendigo salvasse a vida de outra pessoa. Aquela mãe jamais saberia o impacto que um simples gesto de paciência seu, causou na vida de outra família. Ela foi heroína de uma história da qual provavelmente nunca terá conhecimento.

Quantos heróis de histórias anônimas não existem no mundo? E quem sabe nós mesmos não somos heróis anônimos para milhares de outras pessoas - e jamais saberemos?

Agora imaginem se a heroína da nossa história tivesse feito o oposto? Tivesse sido impaciente e grosseira com seu filho. Como será que o menino teria impactado as pessoas a sua volta? Será que ele poderia ter atravessado a rua da sua escola impaciente e gerado um acidente de carro? Será que ele teria gritado com alguém durante o seu caminho, e que por causa do seu comportamento tivesse levado essa corrente de raiva adiante?

A heroína teria virado uma vilã, não? Quantos atos horríveis nós mesmos já não causamos por causa da nossa impaciência e atitude perante outros?

Outra coisa que jamais saberemos.

Mas será que a nossa ignorância em relação as cadeias de ações que despertamos, diminui de alguma forma a nossa responsabilidade sobre esses acontecimentos? E será que esse desconhecimento diminui o nosso poder?

Sim, poder. Somos mais poderosos do que jamais seremos capazes de mensurar. A verdade é que todo ser humano possui uma força latente capaz de influenciar o universo.

Sem saber, todos os dias ao seguir ou deixar de seguir sua rotina você é capaz de transformar a vida de milhares de pessoas. Temos um imenso poder em nossas mãos que pode ser exercido para o bem ou para o mal.

Eu falo isso não com a intenção de assustar. Muito pelo contrário. O objetivo aqui é despertar as pessoas para a importância de cada coisa que fazemos.

E conseqüentemente, a importância que temos.

Vivemos em um mundo que insisti em afirmar o quanto insignificante nós somos.
Num mundo que banaliza o valor da individualidade.

Outro dia ouvi um noticiário que dizia algo do tipo: “...mas apenas 1 pessoa morreu no acidente...”. Como assim, apenas? Uma pessoa morreu!

Uma pessoa nunca será apenas uma pessoa. Quem era aquela pessoa? De que forma ela poderiam ter mudado o mundo? Ali podia estar o pai do futuro inventor da cura para o câncer. Podia estar o engenheiro que descobriria uma alternativa para fontes renováveis de energia. Ou até mesmo o futuro pai do marido da filha que você ainda vai ter. Nós jamais saberemos.

Eu quero começar esse ano lembrando do quanto significante eu somos.

Do poder e da força que levamos em nós. E da responsabilidade que isso também traz.

Quero lembrar que nenhuma ação é pontual. Que tudo o que fazemos perpetua no espaço e no tempo e gera uma reação em cadeia que mudará o mundo. O mesmo mundo que diariamente muda você.

E isso meus amigos, é a teoria do caos.
E o mundo talvez fosse muito menos caótico se tivéssemos mais consciência dela.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Futebol , Política e Religião não se discutem. Por que, mesmo?

PORQUE RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE???

Na semana passada saí com algumas grandes amigas minhas para um barzinho.

Fofoca vai, fofoca vem, e no meio disso tudo surgiu o comentário de que Mariazinha* (uma amiga nossa) tinha ido pra missa com o namorado.

O comentário gerou euforia entre o grupo, porque ela não tinha o hábito de ir para “essas coisas”, e devia mesmo estar apaixonada.

Até aí tudo bem. Papo normal de mesa de bar.

Só que logo em seguida surgiu outro comentário, só que dessa vez, mais cabeludo: “Eu sempre disse pra Mariazinha* que ela tinha que arranjar uma religião...”

Ai....Eu tinha ouvido isso mesmo??? “Arranjar uma religião”???

O comentário desceu mais pesado do que cerveja quadrada em comercial da Skol.

Aquilo doeu nos meus ouvidos de uma forma... Quase não acreditei que isso tinha saído da boca de uma pessoa tão inteligente, e tão querida. Ainda assim fui incapaz de discutir o assunto, afinal esse tipo de coisa não se discute em nenhum lugar, muito menos em mesa de bar. Não é mesmo?

Só que dias se passaram e o assunto cresceu em mim.
E agora eu preciso falar: PORQUE RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE???

As vezes acho que Religião já foi um assunto tão pesado, tão obrigatório, tão inflexível no passado, que hoje que temos a liberdade de falarmos o que pensamos, preferimos não opinar.

A grande questão é que toda liberdade vem com responsabilidade. Não conversar sobre política e religião, quando temos a plena liberdade de expressar o que pensamos é o maior ato de irresponsabilidade que alguém pode cometer contra si mesmo.

Isso porque enquanto a política define como será a sua vida em sociedade, a sua percepção sobre religião definirá como será a sua vida.

Existe coisa mais importante do que isso? A sua vida?

E se você tem preguiça, medo, ou acha o assunto muito complexo, pode deixar que eu penso por você. Eu discuto o assunto por você. Basta continuar a ler o artigo...

Tudo começa de uma maneira bem simples.
Em primeiro plano você tem duas opções: Sou ou não sou ateu?

Se você optar por ser ateu, ou seja, não acreditar em nada, isso significa que quando você morrer nada mais existirá. Você irá desaparecer, assim como todo o resto da humanidade. Amar, enriquecer, ganhar troféus, ajudar os outros, tudo é temporário porque um dia, isso tudo irá acabar, perecer. E nesse caso até mesmo o sonho de deixar um legado e de ser lembrado pelas gerações futuras é meio bobo, afinal, você não vai estar vivo para saber.

Já pensou como deve ser o “Não existir”? Você conseguiria imaginar a vida sem você?
Pensar nisso dá uma vazio, não dá? Dá uma tristeza...

Isso acontece porque Ser ateu é aceitar que a vida não tem sentido.

Lendo isso, você pode até tentar me acusar de ser tendenciosa. E estar querendo te catequizar. “Afinal, ser ateu não deve ser tão mau assim”. E eu poderia até concordar, se não fosse por um pequeno detalhe: É exatamente isso que pregam os filósofos ateus.

Faço das palavras de Russell as minhas palavras:
“A menos que se admita a existência de Deus, a questão que se refere ao propósito para a vida não tem sentido”. Bertrand Russell, ateu.

Não é por acaso que praticamente todo ateu que já passou pela terra, se matou, matou os outros, ou passou a vida tentando matar o conceito de religião – sem exceções.

Caso você decida que não é ateu (o que é a decisão tomada por 9 em cada 10 indivíduos que já pisaram na terra), você tem uma segunda decisão a tomar: que religião eu vou seguir?

E é aí, meu amigo, que o bicho pega.
Porque como minha amiga mesmo disse, é preciso “Arranjar uma religião”.

Só que gente, não querendo ser chata, Religião não é algo que possa ser arranjado! Se de fato você acredita que existe um Deus, ou mais de um, ou uma força que rege o universo...enfim, qualquer que seja a sua crença, ela sempre vai exigir alguma coisa de você. Ela vai ditar o seu modo de ver o mundo, de se relacionar com as pessoas, de amar...

E uma vez que se escolhe uma religião, não existe, estar aberto a outras crenças, porque elas inevitavelmente se chocam. E quando eu digo estar aberto, não quero dizer que você deve odiar, se afastar ou brigar com qualquer pessoa que tenha outra crença. Não, não é isso. Mas ao mesmo tempo, você não pode concordar com elas.

Quem acredita em tudo, não acredita em nada.
“Não se podem servir dois senhores ao mesmo tempo”.

Escolher significa abdicar de uma coisa por outra melhor.

Só que infelizmente, de alguma forma, nessa sociedade louca que vivemos, alguém resolveu transformar religião em hobbie: você pode ter mais de um, por que não?

Religião virou acessório, ou pior, virou Buffet: você pega um pouquinho de cada – do que você mais gosta, é claro – e monta o seu prato.

Não vê que isso não faz sentindo??? Estamos vivendo uma espécie de poligamia mística, onde vale tudo, desde que se acredite em alguma coisa. E quem resolve discordar, é um radical, fanático e intransigente.

É muito cômodo para cada um de nós montar a sua própria religião conforme nossas vontades. Mas, preciso alertar, que ao fazer isso você não estará servindo ninguém alem de você mesmo.

Há! E não podemos esquecer dos agnósticos. Que pra mim dá no mesmo que os “polireligiosos”. Porque quem acredita em qualquer coisa, não acredita em nada.

Você já ouviu falar na expressão: “seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito”. Pois é...traduzindo, é melhor ser ateu do que ser essa aberração espiritual que nossa sociedade faz questão de exaltar.

Tenho uma amiga que se diz espírita e cristã (aliás, tenho várias). É de dar risada...Se alguma delas tivesse parado para ler a Bíblia completa e parado para ler tudo o que o Kardec afirma que o espiritismo deve ser, elas entenderiam o absurdo que é juntar as duas coisas. Mas elas não querem entender. Ninguém quer entender. Afinal, é tão mais cômodo personalizar a sua religião, né? Alem disso, é muito mais descolado ser um espírita cristão do que um cristão. Espiritismo está tão mais na moda...

Aliás os cristãos espíritas já se auto-denominam um grupo religioso. O que é muito louco, porque o próprio Kardec afirma em seu principal livro que eles apenas se vendem como cristãos para atraírem as pessoas para suas próprias idéias. Ser espírita não é ser cristão! Isso está escrito no livro dele, o Livro dos Médiuns.

Tenho outra amiga que diz: - Eu não acredito em Religião, eu acredito em Deus. Todo mundo acha essa frase o máximo. Sempre que ouço isso – que ela repete com uma freqüência irritante - Dá vontade de gritar: O que é que isso significa?

Ou então perguntar “Querida, você sabe o que é ter uma religião? Ok, você acredita em Deus, mas que Deus é esse? Quem ele é? O que ele gosta? O que ele desaprova? Porque ele fez você? Porque ele criou a humanidade? Porque você ama esse Deus? Como é possível acreditar em um Deus sem saber nada sobre ele?”

Gente eu estou falando alguma besteira? Eu estou falando alguma loucura?

A verdade é que eu não estou falando. Eu nunca falo.
Tudo isso fica sempre entalado dentro da minha garganta.
Porque religião não se discute. Porque as pessoas têm medo de pensar. Tem medo de se comprometer com alguma crença. Tem medo do que os outros vão pensar. Tem medo do que terão que abdicar ao fazer uma escolha. E por isso elas ficam na defensiva e não aceitam discutir o assunto.

Quer saber de uma coisa?

Eu sou cristã. Eu acredito no que está escrito na Bíblia e foi pregado por Jesus. Eu adoro quando as pessoas me questionam e colocam à prova as evidencias, os fatos, as concordâncias do que é pregado. Eu estudei a minha religião e continuo estudando. Porque a minha fé não é uma fé cega, não é uma fé burra, é uma fé racional.

Eu sou cristã, porque dentre todas as religiões que conheço, essa é a única religião que conseguiu suprir todas minhas dúvidas, deixando em aberto apenas o suficiente para exigir de mim a aceitação do incompreensível.

Eu sou cristã, porque o Deus relatado na Bíblia é único que serei capaz de seguir, servir e amar. Tudo o que é dito por ele sobre amor, perdão, eternidade, é o que pulsa no meu coração e espírito como verdade.

Enfim,
É uma pena que religião não seja discutida. Porque eu estou aberta a discussões. Perguntas sobre a minha crença, não me agridem. Muito pelo contrário, me estimulam a pensar e buscar respostas.

É uma pena que religião não seja discutida. Porque pra quem realmente acredita em Deus e na eternidade... esse deveria ser um dos assuntos mais fascinantes para se conversar...

É uma pena que religião não seja discutida.
Mas nada impede que a polêmica seja relatada, né?

Ps: Ai de mim, se as minhas amigas lerem essa postagem...rs

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

E mesmo sabendo que era impossível...

"E sem saber que era impossível, ele foi lá e fez"(Jean Cocteau)

Hoje é véspera de Natal e o ano Novo está quase chegando...
Uma época em que todo mundo se enche de esperança, sonhos, metas...

É uma pena que esse sopro de possibilidades, como todo sopro, dura apenas o suficiente para nunca ser realizado.

Como se diz por aí, tudo que vem fácil, vai fácil... E levados por uma onda de caridade, amor e perspectivas, por um momento enxergamos o mundo, como de fato deveríamos. Algo que inevitavelmente será esquecido após as luzes das árvores de Natal e dos fogos de artifícios se apagarem.

E porque eu estou trazendo a má notícia, num período iluminado.
Pra quê estragar a festa?

Bem, talvez seja pelo fato de ser uma pessoa simplesmente “do contra”,
Ou quem sabe seja pela irritação de ter torcido meu tornozelo na véspera da véspera do Natal,
Pode ser a profunda tristeza de lembranças de Natais passados...

Ou simplesmente...talvez...seja por acreditar... que estragando a euforia de um período de festa, eu seja capaz de lembrá-los do significado da constante celebração da vida...

Estamos acostumados a ser conduzidos por grandes ondas de otimismo e pessimismo.

Como se vida fosse uma interminável montanha-russa.
Uma hora estamos no topo, outra estamos no fundo do posso...
Nos acostumamos com a imensa adrenalina dos altos e baixos, alegrias e desesperos.
E desaprendemos a seguir em frente...

E nesse parque distorcido de diversões esquecemos da importância de fundamentos que (infelizmente) estão fora de moda...como equilíbrio e constância.

Calma, Calma, não estou pregando o fim da diversão. Muito menos dos parques de diversões.
E afinal, não fui eu mesma em um artigo anterior que falei da importância de se “atirar” de cabeça no amor, e pular de Bunging Jumping?

Sim, sim... desde que seja você se atirando...e não alguém te empurrando...

E é exatamente nesse ponto que eu queria chegar...
Cuidado com as emoções que vem dos outros... elas tendem a ser cíclicas, elas vem em massa, e uma vez que se entra nesse trilho, fica bem difícil pular fora do brinquedo.

Eu sempre ouço muitas pessoas citarem uma frase de Jean Cocteau que diz
"E sem saber que era impossível, ele foi lá e fez".

Essa frase é geralmente utilizada para motivar os outros...
Ela sempre é declamada em voz alta e aceita de forma unânime...
De fato a força dessa citação é inquestionável.

O que me incomoda, no entanto, é o que as pessoas extraem dela.

O que você sente quando alguém proclama isso?
"E sem saber que era impossível, ele foi lá e fez".

(... Uau, ele é o máximo! Ele fez o impossível sem saber!...)

Eu não penso assim.
E não sei se você vai concordar...
Mas agora vamos filosofar... preparados para a retórica?

E sem saber que era impossível, ele foi lá e fez. Certo?
E se ele soubesse que era impossível será que ele teria feito?
E se ele fez, então não era realmente impossível...né?
E será que existe mesmo algo impossível?

Quando eu ouço essa frase o que vem a minha cabeça é: Que sortudo! Abençoado é esse homem, que conseguiu manter-se distante dos que poderiam ter dito “Impossível”.

Mas é inocência pensar que na nossa era teremos essa mesma oportunidade.

E preferindo não contar com a sorte, eu escolho a coragem de re-escrever a tão famosa citação, para: “Mesmo sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”

E ele fez, porque sabia que tudo é possível.
Ele fez, porque sabia que o impossível é uma coisa que colocam em sua cabeça, apenas com o seu consentimento. O impossível vem dos outros... O possível está escondido dentro de você.

Por isso, nesse período de festividades, esqueça as ondas de euforia, e mergulhe no oceano que existe em você. As ondas vão e vem, ficam apenas na superfície, e morrem na beira da praia (como a maioria das metas de reveillon). O oceano é imenso e infindável. Mergulhe nesse mar... e você vai se surpreender nadando pelos seus sonhos, suas tristezas, seus acertos e erros.

Mas não faça isso só hoje porque é Natal.
Ou daqui a uma semana, porque o ano está terminando... faça isso sempre.

Seja constante, duvide do impossível, evite caronas desnecessárias e transforme cada dia em uma oportunidade de traçar o seu próprio caminho. De preferencia, uma reta. Porque não é preciso entender de matemática para saber que essa é a menor distância entre você e os seus sonhos.

"Se os homens fossem constantes seriam perfeitos." (William Shakespeare)


A latere,
Basium Amicus

domingo, 2 de novembro de 2008

Num mundo com quase 7 bilhões de pessoas, o que significa ser singular?

A singularidade é o tema do momento...

Todos os livros, jornais, propagandas falam que cada pessoa é única. E que todo mundo é importante e especial de uma maneira singular.

Mas num mundo com quase 7 bilhões de pessoas, quem se arrisca a levantar a mão com segurança e dizer que é diferente de todos os outros?

E o mais importante: como podemos afirmar que somos diferentes, quando no fundo, no fundo, temos sempre o desejo de sermos iguais a alguém?

Queremos ser como os nossos heróis.
Queremos ser incríveis, fantásticos.
E diante disso, será que queremos mesmo ser alguém singular?

Não... queremos ser importantes, grandiosos...
Mas não necessariamente únicos.

Vivemos numa sociedade onde o anonimato é desprezado...
Onde o pequeno é pouco...
Onde o sozinho é vazio...
Onde o que os olhos não vêem o coração não valoriza.

Se não conseguimos fazer muito, então não fazemos nada.
Se não conseguirmos mover o mundo, então nem nos movemos.

Ontem, enquanto voltava para casa eu vi uma frase pixada em um muro - que de tão triste e verdadeira - me fez escrever esse artigo.

Ela de dizia:
“Todos se comovem, mas ninguém se move”

Porque é tão difícil agir? O que nos impede de fazer – ainda que pouco – alguma coisa, qualquer coisa extraordinária por alguém? Porque sempre temos a sensação de que não é com a gente? De que não temos o suficiente? Não temos, coragem, tempo, dinheiro, força o suficiente... E com certeza existe alguém incrível que irá fazer isso por nós.

Vibramos com os feitos de nossos heróis e esquecemos de que também somos extraordinários para alguém. Isso é singularidade. E esse é o tamanho da importância da singularidade para o mundo de hoje.

Não queira ser como a Madre Teresa de Calcutá.
Queira ser quem você é. E faça o que você puder fazer.
Pois a própria Madre Tereza, foi quem tantas vezes afirmou:
Se você não pode alimentar 100 pessoas, alimente apenas uma.

Madre Tereza foi uma pessoa singular.
Não foi a pessoa que mais fez.
Mas foi alguém que fez e fez com paixão.

Nunca deixe o que você não pode fazer interferir naquilo que você pode.
Não importa quem você é, há sempre alguém que o considera importante.
Existe pelo menos uma pessoa que precisa de você.
Existe um trabalho que nunca será feito se você não o fizer.
Existe um espaço que só você pode preencher.
Isso é singularidade.

Todos pensam que para ser singular, único, é necessário fazer alguma coisa extraordinária que afete centenas ou milhares de pessoas. Mas a grande verdade é que para ser grande é preciso pensar pequeno. É mais nobre dedicar-se totalmente a um indivíduo do que doar uma pequena parte de si para a multidão.

A própria Madre Teresa não concordava com a maneira abrangente de fazer as coisas: “O amor precisa começar com uma pessoa”. E se você se dedicar a ler a biografia dos principais heróis da humanidade, vai perceber que eram pessoas que compartilhavam desse mesmo principio.

E se pararmos para pensar (e o meu comentário é destituído de qualquer influencia religiosa) o indivíduo mais famoso que já existiu, Jesus Cristo, dedicou a sua vida a mudar apenas 12 pessoas. E focando em 12 pessoas, ele mudou o mundo. E efeitos disso ecoam até hoje. Essa é à força da singularidade.

Se você quer mudar o mundo, comece mudando a si mesmo.
Mude a sua percepção de grandeza.
Depois se dedique a mudar a vida de uma única pessoa...
E depois de outra, e de outra, e de outra ...
Porque é só assim que se muda o mundo.
Não existe caminho mais curto, mais rápido ou mais fácil.

E quando você fizer isso,
Não vai mais precisar levantar a mão para provar ao mundo que é alguém singular. Porque alguém já irá espontaneamente fazer isso por você.

sábado, 30 de agosto de 2008

Felicidade Realista??? O que é isso???

Uma carta para Martha Medeiros,

Resolvi postar hoje aqui um texto do qual tenho ódio mortal: "Felicidade Realista"!
É um texto que roda já algum tempo pelas correntes de e-mail, com a suposta autoria de Mario Quintana.

Calma, antes que vocês me ataquem com mil pedras preciso dizer que: não tenho ódio mortal de Mario Quintana. Inclusive, gosto muito dos textos dele – mas esse... bem, esse aqui é terrível! E o pior: ele não é de autoria de Mario Quintana!!! Tadinho, se ele soubesse...

Na verdade pertence à Martha Medeiros.

Ou seja todas as milhares de pessoas que tem repassado o texto, nem se preocuparam em verificar a informação!

E o que mais me impressiona, é que ele tem sido enviado há anos... como se fosse uma verdade absoluta. Como se fosse a coisa mais linda do mundo todo. E não é!

Não só a autoria está errada, como as idéias! Principalmente as idéias...

Cuidado gente! Todo o texto que você repassa para alguém, você está dando um atestado de legitimidade. Não só isso, você está recomendando!!! Está colocando sua assinatura embaixo. É algo em que você acredita e que quer disseminar.

Antes de repassar, repense.
E que tal começar agora?

Aí vai o texto. Se você não conhece, leia ele, antes de ler os meus comentários abaixo.(você provavelmente já recebeu, e possivelmente já repassou)

FELICIDADE REALISTA (Martha Medeiros)
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um
pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde,
ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o
cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco
estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo,
gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a
gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o
estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora
de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva
o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a
meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser
feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.


Para todas as pessoas que um dia me passaram um email com esse texto...
Para todas as pessoas que repassaram para qualquer um esse texto...
Para todas as pessoas que um dia pensaram em repassar esse texto...
Para todos os que concordaram ou que se identificaram de alguma forma...
EU


DETESTO ESSE TEXTO!!! POR FAVOR não me mandem mais!!!
Não mandem mais pra ninguém. E por favor NÃO tomem como verdade o QUE ELE DIZ!!!!
Não consigo acreditar!!!

Resolveram dar um tom cético até a felicidade!!!! Blah!!!! Pelo amor de Deus!!! Não temos nem mais o direito de sonhar com o que quisermos???

Aí vai a minha resposta a Martha Medeiros!
É claro que não basta ter saúde, dinheiro e amor!!!
Meus desejos são complexos assim como eu, e todos nós somos!
É claro que eu quero ser magra, sarada e irresistível que nem a mais linda das Top Models. Quero uma piscina olímpica, uma temporada num spa cinco estrelas e mais.

Quero ter dinheiro para viajar o mundo todo, e comprar as melhores roupas e fazer vários cursos e ajudar muita gente.

E quanto ao amor? Quero mais do que alguém pra comer pizza, conversar e fazer sexo de vez em quando. Eu quero uma pessoa que ME COMPLETE, que me surpreenda e me faça declarações inesperadas. Quero alguém imprevisível, e ao mesmo tempo em que eu possa confiar. Quero jantar a luz de velas e todas aquelas bobagens que fazem a vida ficar mais divertida e que fazem o amor durar. Quero amor para sempre. Quero estar visceralmente apaixonada! Porque não? E quem não quer?

"Tentar ser feliz de forma realista". Isso ridículo! O que é isso? Nos tornamos tão mesquinhos que temos que poupar esforços e economizar em sonhos? A felicidade virou um sistema de gerenciamento de crises: onde é necessário reduzir os custos para atingir as metas!

Pra começar felicidade não é uma meta: cada vez que você consegue realizar um objetivo, você ganha um ponto de felicidade! ÊÊÊÊÊÊÊ! Quer dizer então que a gente precisa reduzir os nossos objetivos para ganhar mais pontos? Sonhar com o que os outros acreditam que eu não posso ter me faz perder no jogo da felicidade? É isso então? A felicidade se resume a uma questão de quantos objetivos podemos alcançar??? Deseje pouco que vc consegue!!! E aí então será feliz!!!

Não vê que isso não faz sentido? Felicidade não é algo que se alcança. É algo que se têm. É uma forma de ver o mundo. É uma atitude. Uma perspectiva. Felicidade não é você conseguir o que você quer. Acredito que não existem caminhos para a felicidade, a felicidade é o caminho! E fazer o caminho ficar mais curto ou mais fácil não vai fazer ninguém ficar mais feliz!!!!

E é por isso que eu vou continuar fazendo exercícios almejando as passarelas. Trabalhando almejando o estrelato. Amando almejando o eterno.

Sonhar faz bem. Sonhar faz feliz. Mesmo que você não alcance, vale a pena sonhar e se divertir com seus sonhos. Testar os próprios limites faz muito bem. Não há nada de errado em querer alcançar as estrelas. E isso não é uma questão de competitividade. Isso é ser visionário.

Não deixe que ninguém te diga que a suas metas são altas demais. Tem o título de um livro que diz: VOCÊ É DO TAMANHO DOS SEUS SONHOS. É isso aí.

E me desculpe Martha, mas alegria, paixão e entusiasmo são sim, parte integrante da felicidade. Nunca ouvi falar de alguma pessoa feliz que não fosse alegre, entusiasta e apaixonada pela vida.

Porque temos que nos contentar em querer apenas aquilo que não nos traga ansiedade, medo ou risco? Sonhar só com o previsível, o simples, o comum, o "realista"? Isso é chato, monótono e definitivamente não combina com meu conceito de felicidade.

E é por isso que nessas horas eu prefiro respirar fundo e continuar a ler o meu bom e velho amigo Mario Quinatana: " Se as coisas são inatingíveis, não é motivo para não querê-las. Que tristes os caminhos se não fosse a presença mágica das estrelas "

Ps: Aposto que Martha Medeiros não é uma pessoa muito feliz...
Beijos,

O Amor e o Bungee Jumping

O Amor e o Bungee Jumping
Quem viveu, sabe. E quem não sabe, jamais entenderá por meio de explicação...

No amor... é preciso aprender a se jogar!!!

Hoje pela primeira vez na minha vida eu pulei de Bungee Jumping.

Nossa! Não tenho palavras para explicar a sensação que é aquele negócio. È pânico, adrenalina, pavor, sentimento de liberdade, felicidade... resumindo, uma loucura. Tem horas que você acha que o seu coração não vai agüentar. Quem viveu, sabe. Quem não sabe, nunca entenderá por meio de explicação.

E hoje à noite... refletindo sobre a experiência que vivi, não pude deixar de observar a grande analogia que pode ser feita entre o bungee jumping e os relacionamentos em geral.

Vocês já ouviram a expressão de que para viver uma história de amor você tem que se lançar de cabeça? É mais ou menos por ai...

E nessa grande brincadeira de queda livre só ganha quem tem coragem de se arriscar. O medo de cair é grande. E se aquela geringonça falhar? E se aquele alguém te fizer sofrer?

É engraçado que no Bungee Jumping, assim como no amor tem sempre alguém com uma opinião e uma história pra contar. "É perigoso demais... Um amigo de meu amigo morreu assim!" "A prima de uma amiga minha passou pela mesma situação".Todo mundo sabe o que é melhor pra você. Nunca vale a pena pular...

Então afinal? Pra que se arriscar? Pra que pagar pra ver? Pra que pagar pra sofrer? O que é que você ganha com isso?

Bem... A princípio você não ganha nada

Eu não ganhei um prêmio de honra ao mérito, não ganhei um emprego, não ganhei um reconhecimento público pela minha bravura e definitivamente não ganhei dinheiro (muito pelo contrário)

Inclusive... eu até perdi...

Perdi a gravidade. Perdi a razão. Perdi o medo de cair. Cheguei até a perder o ar! Mas sabem de uma coisa? A vida não pode ser medida pela quantidade de ar que você respira... mas justamente por todos aqueles momentos que fazer você perder o ar!

E é justamente por isso que eu também ganhei!

Eu ganhei mais vida. Mais aventura. Mais batimentos cardíacos por segundo e um jato incrível de adrenalina no sangue.Ganhei uma visão do mundo à 53 metros de altura, e depois outra visão a dois metros do chão – tudo numa questão de menos de 3 segundos e posso dizer com firmeza o quanto elas são diferentes! E como sua perpespectiva pode mudar em questão de segundos! Eu ganhei gritos de desespero, uma risada gostosa de alívio, e a sensação de poder voar! Eu ganhei uma história pra contar e uma experiência que não tem preço...

No amor não é diferente. A princípio você não ganha nada. São tantos amores dolorosos. Tantos finais traumatizantes. Tantas pessoas que te fazem sofrer... São tantas quedas... que você chega até a se perguntar se vale a pena pular. Se jogar pra que? Pra cair? Pra sofrer?

Se você está nesse estágio...(todos nós pelo menos uma vez durante nossa vida passamos por essa etapa de descrença) ou pior, se você empacou ou embarcou nessa filosofia cética de vez - recomendo que você dê um pulinho de bungee jumping.

Sabe porque?

Porque relacionamentos são como uma grande queda livre. Você tem que aprender a se jogar. E pra se jogar é preciso perder o medo de cair. E pra cair é preciso coragem. E pra voar é preciso cair.

E a princípio você não ganha nada. Você até perde.

Perde a paz. Perde o sono. Perde a razão. Chega até a perder o ar! Mas depois dos gritos de desespero, sempre vem uma risada gostosa de alívio. Essa é a hora em que você sabe que encontrou a pessoa certa. Aquela pessoa que faz o seu mundo girar por completo - dos 53 metros de altura até os dois metros do chão – tudo numa questão de segundos. E quando você encontra essa pessoa – aí você entende que você também ganhou. Você ganhou mais uma vida, uma história pra dividir, e a incrível sensação de poder voar!

E pode até ser que o amor acabe. E que um dia você tenha que voltar a pular de novo. Pode ser até que você chegue a achar que o seu coração não vai mais agüentar...

É nessas horas que você tem que se lembrar que a experiência que você viveu é algo que não tem preço. È algo que você sempre vai poder levar com você. Algo que não se apaga. Algo que te define. Que te separa dos demais. Porque você é diferente de todas aquelas pessoas que ficaram lá embaixo e que não tiveram coragem de subir. Você é diferente de todos os que optaram por não pular.

Porque só você entende da dor e da alegria, dos risos e lágrimas, dos altos e baixos de uma grande história de amor. Você entende porque você estava lá. Você viveu. Quem viveu, sabe. E quem não sabe, jamais entenderá por meio de explicação...

sábado, 23 de agosto de 2008

Quem quiser que atire a primeira pedra...

E quem quiser que atire a primeira pedra...
A Beleza o Dinheiro e a Simbiose

Hoje me deparei com uma cena que me fez pensar. E como toda pseudo-escritora-bloggeana me mantive alinhada com a minha nova filosofiade vida: Penso, logo escrevo. Rsrsrs...

Brincadeiras à parte, este assunto é sério e extremamente divergente. Escrevo então, não uma verdade absoluta (que fique bem claro), mas apenasum ponto vista.

Ai vai o fato:
Eu estava andando tranqüilamente em direção a academia com um frio de doer e quase desistindo quando me deparei com uma aberração: uma menina deuns 20 anos de idade de mãos dadas com um senhor (claramente rico) que devia ter mais de setenta anos.

Nesses meus poucos anos de vida já tive a oportunidade de ver muitos casais com diferenças grandes de idade, mas nada tão gritante quanto a diferença daquele casal.

Enquanto eles andavam alegremente - eu pensava "avô e neta, avô e neta, avô e neta" -Mas à medida que eles se aproximavam foi ficando claro queaquilo que eles tinham estava longe de ser um laço familiar.

Percebendo que tinham platéia acredito que instintivamente o casal começou a se beijar. "Ai Meu Deus que nojo!". Epa! Eu não tinha dito isso! Ao virar pro lado percebi que eu não era a única que estava "assistindo" o casal. Havia duas mulheres que também pareciam observá-los e discutiam em alto e bom som aquilo que viam.

De repente o casal deixou de me chamar à atenção e eu me vi interessada pela conversa das duas. Tudo bem que o casal era pra lá de estranho, mas nojo? Isso parecia um pouco de exagero.

Ela continuou em tom de sincera indignação: "Isso é mesmo um absurdo! É claro que esta menina só quer o dinheiro dele! Não ta vendo? Não sei como esses homens se deixam serenganados desta forma!"

A outra completou: "È verdade! Ela é uma interesseira! Olha só pra isso? Ta na cara! Só não vê quem não quer!".

Quando eu ouço esse tipo de coisa eu sinto meu sangue ferver! Todo sangue sobe até a cabeça e dá uma vontade de gritar: O QUEÉÉÉÉÉ! COMO ASSIM???? COMO ASSIM ELA É INTERESSEIRA? E ELE???

Quando meu olho bate em um casal desse tipo eu não vejo só uma garota interesseira! Eu vejo um senhor interesseiro também! É claro que ela não está com ele pela sua juventude de espírito, assim como ele não está com ela pela sua beleza interior. O jogo vale para os dois lados, minha gente! Ela busca nele a riqueza que nunca poderá ter por conta própria. Ele busca nela a beleza e a juventude que não pode resgatar. É uma troca. Um parasitismo. Uma simbiose. É um sugando o outro. È um equilíbrio quase natural! Não existe aberração nesse tipo de relacionamento. Cada um está doando uma parte. Pode parecer estranho, mas é verdade.

O que eu não consigo entender é porque muitas mulheres bonitas são condenadas por perseguirem homens que tenham dinheiro e homens que tem dinheiro nunca são condenados por perseguirem a beleza. Porque para mim, neste jogo de interesses o dinheiro é uma moeda, sim – mas a beleza também é.

Quando você vê na Caras uma modelo M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A namorando com um jogador H-O-R-R-E-N-D-O (porem, milionário) de futebol você pensa logo " interesseira". "Será que ele não enxerga que ela está com ele só pelo dinheiro?" É quase automático, né? Diga que não é? É sim!!! E pra completar ainda fica remoendo como é que o pobre coitado acredita naquela víbora que quer roubar todo o seu dinheiro.

Agora vamos inverter a situação. Você abre a mesma manchete e pensa: "Interesseiro!!!" "Será que ela não percebe que esse jogadorzinho medíocre está com ela só por causados seus 90 de busto 50 de cintura e 90 de quadril? Será que ela não vê que ele não se importa com ela mas só com sua beleza? E que se ela fosse gordinha, ou tivesse espinhas ou fosse baixinha ele provavelmente nunca olharia pra ela?

Soa estranho não é? Mas é isso ai gente...

Não se enganem... Não tenha pena do pobre vovô, nem do coitado jogador de futebol...

Eles sabem... Elas também... SIMBIOSE

Por favor ... não achem que eu estou fazendo nenhuma apologia a esse tipo de relacionamento! Muito pelo contrário... Eu acredito no amor. Prefiro deixar a simbiose para os bichos. No entanto, gosto das coisas claras e acredito que se tivermos que julgar alguma coisa que julguemos o conjunto! Se for condenar a mulher - não se esqueça do homem.

E quem quiser que atire a primeira pedra. E se possível à segunda...logo em seguida!